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"Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galesas.
Elas surgiam convertidas em verdadeiras 'fúrias':
inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes,
se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e
praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas.
Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo."

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O CAMARADA TRAIDOR!!!!


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AGNELO QUEIROZ, O CAMARADA TRAIDOR

A Polícia Federal saiu semana passada em busca de Daniel Almeida Tavares e Marília Coelho Cunha envolvidos no processo da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária que corre em segredo de justiça. Os dois operadores de um esquema de propina na Agencia de Saúde do Governo Federal , durante a gestão do atual governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, estão foragidos. A surpresa foi que Marília Coelho Cunha foi nomeada nesta 4ª feira, para um cargo no Governo do Distrito Federal, conforme o Diário Oficial de 19 de outubro de 2011, seção 2, página 36, mas está desaparecida.

A Polícia também não sabe de Daniel, mas o ex-funcionário do Laboratório União Química tem uma história para contar. Num fim de semana, quando Agnelo Queiroz estava à frente da Anvisa, recebeu Daniel em sua mansão no Lago Sul. O governador do DF, levou Daniel para uma biblioteca no subsolo de casa, onde pouquíssimas pessoas costumam frequentar. Daniel estava preparado para documentar o encontro desde a entrada na mansão de Agnelo. Alí, o rapaz entregou R$ 75 mil ao então dirigente da Anvisa como pagamento de propina efetuado pelo Laboratório União Química.

Agnelo reclamou a Daniel. Sentiu falta de R$ 5 mil na quantia combinada. O rapaz prometeu ao político depositar o dinheiro no dia seguinte. E o fez, através de transferência bancária via HSBC. Deste modo, Daniel recolheu mais uma prova contra Agnelo Queiroz.

Outro episódio que Daniel tem registrado é o presente que a União Química deu para o filho de Agnelo Queiroz: um Pálio branco. Agnelo perguntou a Daniel o valor do carro e foi informado: R$ 30 mil. O Governador pediu que Daniel então vendesse o veículo e depositasse o dinheiro em sua conta bancária. O que foi feito em seis parcelas semanais, no mesmo HSBC.

A história de Marília Coelho Cunha é tão interessante quanto a de Daniel e envolve a mesma União Química. Marília foi Gerente de Inspeção e Controle de Insumos da Anvisa e responde processo de favorecimento ilícito ao Laboratório.

Essas informações não estão exclusivas de Daniel. Fazem parte também de um dossiê que o soldado quatro estrelas João Dias Ferreira tem em suas mãos sobre seu camarada Agnelo Queiroz. João Dias procurou Daniel e recolheu o material para tentar salvar, na época o então amigo de PC do B.

Sabe-se que Marília mora numa mansão no condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, que ganhou de presente da União Química, através de Agnelo e Rafael. Foragida da Polícia Federal, por conta do processo da Anvisa, a moça foi nomeada para presidir comissão de licitação na Secretaria de Saúde na última 4ª feira, mas já se sabe que não pretende comparecer ao trabalho, pois está novamente sob a guarda de Agnelo e Rafael, o todo poderoso Secretário do DF.

Daniel Almeida Tavares também ganhou de presente um cargo público: foi nomeado para um cargo na Administração do Plano Piloto, mas preferiu não aceitar e pediu pra sair.





O médico do interior da Bahia Agnelo Queiroz chegou a Brasília com um objetivo: ser político. Pra começar, filiou-se ao PCdoB e juntou-se ao colega e neurologista Rafael para a escalada iniciada em 1990 na Câmara Legislativa do DF. Em janeiro de 2003 o doutor em seu terceiro mandato de deputado federal pelo PC do B é nomeado pelo presidente Lula , ministro do Esporte. Um Ministério sem grandes projeções, com um caixa muito baixo, mas com grandes possibilidades.

Os holofotes começavam a acender com a Lei nº 10.264, conhecida como Lei Agnelo/Piva, de 16 de julho de 2001, que estabelece o repasse de 2% da arrecadação bruta de todas as loterias ao Comitê Olímpico Brasileiro. Agnelo colhia, como Ministro dos Esportes, rendimentos que plantou no Congresso Nacional E além disso, ganhou de presente os Jogos Pan Americanos, responsáveis por muito de seu sucesso, mas o começo de sua derrocada com prestação de contas do PAN.

Para o Ministério do Esporte, Agnelo levou seu fiel escudeiro e colega médico neurologista Rafael Barbosa, o mentor intelectual dos esquemas desde seu primeiro mandato como distrital, e um velho camarada do PC do B, truculento esportista de Kung Fu, João Dias Ferreira, para implantar o projeto Segundo Tempo. Nascia ali um dos mais promissores esquemas de Caixa 2, da Esplanada dos Ministérios, a partir de ONGs ( Organizações Não Governamentais) criadas especificamente para desvio de verbas públicas.

O então ministro, com os camaradas do PC do B, Rafael, João Dias e o secretário geral Orlando Silva e o cofre do partido cheio, ganhou mais ainda a simpatia do presidente da República, e junto com isso o convite para disputar a vaga de senador pelo Distrito Federal, como petista.

O pensamento de Agnelo estava voltado para o Senado Federal, onde em 2006 perde para o ex-governador do DF, Joaquim Roriz, numa complicada disputa que acabou por derrubar Roriz e levar ao cargo de senador o suplente Gim Argelo, apesar do processo de Agnelo, tentando anular a eleição de Roriz e chegar ao cargo como segundo colocado.

No PT, sem mandato, Agnelo vira um corpo estranho. É preciso mostrar serviço. A jogada passa a ser levar para o PT o Caixa 2 montado no Ministério do Esporte para o PCdoB, onde o partido deixou Orlando Silva, com o segredo do cofre. Agnelo articula e fecha vários acordos, blinda a Operação Shaolin no Senado, através de Gim Argelo, que troca o mandato de senador pela blindagem de Agnelo no Senado e o apoio para o Governo do DF.

Em outubro de 2007, Agnelo chega a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária,e começa a se cacifar mais no PCdoB. Monta um novo esquema de arrecadação de Caixa 2,com os Laboratórios, que passa a girar garantindo-lhe mais a confiança do presidente Lula e a caminhada para o Governo do Distrito Federal. O cuidado de Agnelo com o Caixa 2 fez com que o médico ganhasse mais força política.

Agnelo é eleito governador do DF, pelas mãos de Lula e de um PT dividido quanto a opção do ex-presidente. Acordos e alianças envolvendo o PCdoB , que garantiu a galgada de Agnelo ao GDF, começaram a bater de frente com as alianças do PT nacional e local. Os interesses das alianças de Agnelo se embaralharam.

Mas o trio Agnelo, Rafael e João Dias não podia mais parar. A solução de Agnelo foi pegar o truculento e ameaçador João Dias, seu fiel escudeiro e transformá-lo no operacional da transferência do esquema de Caixa 2 do PCdoB para o PT, dentro do Ministério do Esporte. O soldado partiu pra cima de Orlando Silva, pressionando, o ministro do Esporte, seu camarada, e, fez chegar as mãos do Coronel Buarque, homem de confiança da presidente Dilma Housseff, o relatório com toda a Operação Shaolin e o envolvimento de Orlando Silva e do PCdoB no esquema das ONGs.

A presidente Dilma, antes de partir para viagem internacional, em companhia de vários ministros, entre eles o próprio Orlando, questionou o líder do PCdoB, deputado Aldo Rebelo, acerca das atitudes do ministro do Esporte. Aldo preferiu não falar sobre o assunto e chamou a responsabilidade para Orlando.

Agnelo foi preservado o tempo todo por João Dias, que não pretendia matar a galinha dos ovos de ouro, no caso, o agora governador do Distrito Federal, que mudou a vida do simples esportista comunista para um bem sucedido empresário dos esportes, com direito a carros importados e mansão em cidade satélite de Brasília. O alvo principal era Orlando Silva. Mas o ministro resolveu não segurar o problema sozinho.

O escândalo e ameaças do soldado com poderes de general 4 estrelas, João Dias, revelado pela Revista Eletrônica Quidnovi com exclusividade no dia 11 de outubro passado, vem a tona através de matéria da Revista Veja no fim de semana seguinte, quando o ministro se encontra em Guadalajara para abertura dos Jogos Pan Americanos, e a partir daí repercute em toda a imprensa.

O ministro do Esporte então resolve não segurar sozinho a Operação das ONGs no programa Segundo Tempo, e mostra publicamente de onde partiram as pressões. Orlando Silva puxa o ex-companheiro do PCdoB e agora governador do DF pelo PT, Agnelo Queiroz, e coloca o médico sob os holofotes da mídia.

O PC do B acusa que há dedos do PT nesta confusão toda e a base aliada do governo está ameaçada. Para aplacar a crise, sabe-se que o Palácio do Planalto quer manter o Ministério do Esporte sob a tutela do PC do B. E o PT sabe que tem dedos do partido nessa história. Mas os dedos que aparecem no PT são os do Governador do DF Agnelo Queiroz , considerado um petista de última hora, e desafeto de vários companheiros.

Agnelo Queiroz tem digitais em todos os lugares por onde passou: Anvisa, Ministério do Esporte e GDF. E o que está vindo a tona a agora é trajetória política do maior operador do Caixa 2 do PCdoB. Trajetória política que se mistura com processos e assassinatos de crimes de queima de arquivos.

(Fonte: http://www.quidnovi.com.br)


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