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"Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galesas.
Elas surgiam convertidas em verdadeiras 'fúrias':
inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes,
se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e
praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas.
Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo."

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terça-feira, 13 de março de 2012

Crocantinha 54 se apresentando para a missão e o badulaque do dia é: TEORIA DO ISOLAMENTO.



TEORIA DO ISOLAMENTO


Bulindo aqui, ali e acolá, revisitando minhas caixinhas de badulaques algo me deixou inquieta o suficiente para julgar necessário o compartilhamento. Temos uma tendência inata ao isolamento? Vejamos.

Nascemos sós, salvo os gêmeos, trigêmeos, enfim, e caso não ocorra um tsunami, ou catástrofe de igual devastação ou ainda a comoriência, certamente morreremos tal qual levamos nossas vidas: sozinhos, isolados e aprisionados em nós mesmos.

A vida em sociedade sinaliza os de bom-senso, a se manterem no “keep out”, criamos e fazemos parte de um mundo em que há uma globalização das personalidades, dos interesses e o comodismo é persona grata. Ser paradoxal, comungar de uma mente dual, febril é temerário, afinal ninguém quer se entender louco ao ponto de não se encontrar contextualizado a nenhum grupo. Como diria um amigo fugindo desta alcunha pungente, louco não, somos dissidentes da sociedade, no entanto queremos sê-lo?

Buscamos a compreensão, o olhar de similitude, queremos ser vistos desnudos e apreciados em nossas complexidades, mas o receio, o medo da crítica, nos faz vestir couraças impenetráveis, até aos olhos mais argutos. E vem o isolamento! O que não é assimilado pela sociedade de consumo é repudiado, o que não se entende, se repele.

As ferramentas ao isolamento coletivizado estão ao acesso e são benquistas, cada qual no seu papel de nos ludibriar.  Soberana entre todas nossas criações resplandece a internet, onde pensamos conhecer o mundo, com um clicar de olhos, fazemos 500 amizades e curtimos tudo, para podermos ser curtidos, compartilhamos não a nós, mas vários aplicativos, cremos que enfim alguém olhou e nos viu, eis o repouso do guerreiro: conseguimos anestesiar a mente, para ficar perfeito só falta diluir Rivotril na água e abastecer as cidades. Enfim sossego! Já não sentimos solidão, será?

Amortizou-se, mas juros altos são cobrados quando recobramos o pensar, a clarividência e a possibilidade de uma morte sem sermos compreendidos e aceitos é uma espada alfinetando a alma. Dois golinhos mais da água batizada e assim seguimos, ora buscando o isolamento e ora lutando contra ele.

 Cada qual tem sua caixa de badulaques, tal qual a de Pandora, revira-la será sempre um mistério de consequências incalculáveis e, portanto instigantes.

Aquele xero, não deixe de curtir!

Maria Badulaques.

11 comentários:

  1. Cai a fé na humanidade,que diziam ser gregária. Cai a fé no humano, no humanismo, no iluminismo, só precisamos do outro para espelho reverso (espelhar a nossa altivez pelo contraste com sua debilidade) , ou para ter quem explorar.
    O egoísmo faz bem, mas não somos egoistas, somo egocentricos, e não antropocentristas... assim, não é isolamento, somos como que icones, distantes, inatingíveis, tão longe que não podemos nos observar, ninguém pode, nesta exposição massiva de tudo que nada é... só a poesia, ainda, pode nos ater:
    " Finalmente sou livre,
    no interior das pessoas
    no meio das pessoas, vivo como o ar;
    e da solidão encurralada saio para a
    multidão dos combates,
    livre, pois na minha mão vai a tua mão,
    conquistando alegrias indomáveis..."
    Plabo Neruda

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    Respostas
    1. Neruda sempre tirando as palavras de nossa boca, só que com uma maestria, impossível de copiar. O homem lobo de si próprio, não é mesmo?!
      Aquele xero.

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  2. Creio que o "sentimento" da solidão é que determina o seu estado solitário.
    Viver sozinho ou gostar de estar a sós consigo mesmo não quer dizer que a pessoa é solitária.
    Ter uma multidão de "amigos" (seguidores) em redes sociais tampouco estabelece que você deixou de ser solitário!
    O vírus da solidão está incubado em cada um, apenas em alguns não se manifesta jamais!
    O fato é que, queremos sempre ser compreendidos mas nunca compreender, desse modo, fica difícil a convivência.

    Beijão!
    Muito interessante o seu texto!
    Eu sou a Crocantinha Dan. Muito prazer!

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    Respostas
    1. Dan,
      grata pela sua contribuição.
      Penso que estamos cada vez mais introspectivos e tudo que a vida moderna trouxe para facilitar a vida, inequivocamente nos deixa tb mais isolados.
      Aquele xero.

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    2. Cleia, querida.
      Prazer tê-la aqui tb....precisamos nos indignar mais!!!!
      Aquele xero.

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  3. Eu sou suspeito para falar! rs Pois me sinto honrado em poder juntar todas essas rosas em um só jardim! Eu amo vocês!

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    Respostas
    1. akakaka, eita Carlão galanteador e eficiente.

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  4. Eu sou à moda antiga, tenho amigos com os quais convivo há décadas, alguns desde a infância, e com os novos acabo criando oportunidades para que se integrem. Tenho mania de misturar todo mundo, não consigo ver o Universo com peças soltas.
    Dá um pouco de trabalho porque as vezes percebo um clima de disputa que precisa ser devidamente desconstruído com muito jeitinho.
    Talvez eu seja assim porque eu não tenho parentes próximos, apenas a família que eu formei, mas eu me sinto preenchida e muito mais com os amigos da rede que são incríveis. Mesmo assim, curto muito ficar só, apesar de parecer contraditório.
    Que delícia de tema que você abordou, adorei!

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  5. Rose Mar, amei seu comentário!!!! Somos duais, somos irrequietos, inconstantes e por tudo isso UNICOS e TESUDAIS....imagina que terror seria o monocromático?! Grata por sua contribuição...publiquei um texto novo, espero que goste e participe. Aquele xero no coração. Ma Badulaques

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  6. Não pude postar no mural devido à extensão...

    O que é e para que serve uma rede social?

    O Facebook cresceu muito ultimamente. E os brasileiros têm uma grande participação nesse crescimento. Se o Facebook é uma rede social, então é um lugar onde podemos encontrar amigos do nosso convívio na vida "real", iniciar novas amizades "virtuais" com pessoas de qualquer parte do mundo, divulgar nossos pensamentos, compartilhar ideias, tecer comentários, certo? Não exatamente!!!
    Segundo as normas do Facebook, só podemos ter um relacionamento de amizade com pessoas que conhecemos "pessoalmente". Sendo assim, não precisamos de uma rede social: podemos continuar fazendo isso através de e-mails, telefonemas e pessoalmente.
    Somos "castigados" pelo Facebook por uma semana, quinze dias, um mês, se buscamos amizade com pessoas que o Facebook julga que não conhecemos "pessoalmente", mas durante esse mesmo período, o próprio Facebook fica sugerindo "novos amigos" por existirem amigos "em comum". Isso é no mínimo uma incoerência! Quem deve escolher os nossos amigos: o Facebook ou nós? E quem disse que não podemos considerar amigo(a) alguém que não conhecemos pessoalmente?
    Afinal, o que é uma rede social e para que serve? É um lugar virtual cheio de regras restritivas e que tolhem a nossa liberdade de escolha e que nos impõe castigos ridículos (inclusive de não poder enviar mensagens temporariamente) ou um lugar aprazível onde pessoas de todos os lugares do mundo podem trocar mensagens de afeto, carinho e amizade: sentimentos tão raros no mundo atual?
    Sugiro e solicito uma revisão dessas "regras", pois há muita gente insatisfeita com as mesmas. Somos nós que fazemos o Facebook existir e crescer, mas também podemos nos cansar de tantas restrições e castigos ridículos em um espaço classificado como rede social que mais parece um triste exemplo de ditadura.
    Nós somos o Facebook! Quem concorda, divulgue, por favor!

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