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"Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galesas.
Elas surgiam convertidas em verdadeiras 'fúrias':
inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes,
se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e
praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas.
Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo."

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sexta-feira, 23 de março de 2012

A escassez de água no futuro



A escassez de água no futuro poderá aumentar os riscos de conflitos no mundo, afirmam especialistas que participam do Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França.



Apesar da quantidade de água disponível ser constante, a demanda crescente em razão do aumento da população e da produção agrícola cria um cenário de incertezas e conflito, segundo os especialistas.
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A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diz que a demanda mundial de água aumentará 55% até 2050.

A previsão é que nesse ano, 2,3 bilhões de pessoas suplementares – mais de 40% da população mundial – não terão acesso à água se medidas não forem tomadas.

“O aumento da demanda torna a situação mais complicada. As dificuldades hoje são mais visíveis e há mais conflitos regionais”, afirma Gérard Payen, consultor do secretário-geral da ONU e presidente da Aquafed, federação internacional dos operadores privados de água.

Ele diz que os conflitos normalmente ocorrem dentro de um mesmo país, já que a população tem necessidades diferentes em relação à utilização da água (para a agricultura ou o consumo, por exemplo) e isso gera disputas.

Problemas também são recorrentes entre países com rios transfronteiriços, que compartilham recursos hídricos, como ocorre entre o Egito e o Sudão ou ainda entre a Turquia e a Síria e o Iraque.



Conflitos

Para além de todas as questões religiosas e políticas que estão por trás do conflito entre Israel e a Palestina existe uma batalha que afeta a vida de todos os que vivem no território: a batalha pelo controle da água.

A lei internacional prevê que Israel deve gerir os recursos de água potável dos palestinianos, mas a Autoridade Nacional Palestiniana garante que acontece exatamente o contrário – que a água é usada como arma de guerra e que a escassez do bem precioso é enorme no território.

A posse da água no Oriente Médio é definidora no permanente conflito entre árabes e judeus, situação que vem desde antes da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) e que se tornou mais intensa depois da divisão da Palestina pela ONU em dois estados e a criação de Israel em 1947.

O problema da água permanece atual com o conflito na Faixa de Gaza entre Israel e os palestinos do grupo Hamas. E o fato da mídia pouco ou nada falar sobre isso em seu noticiário ou na parte analítica é uma das falhas mais graves da cobertura desta guerra.



Já não é novidade que a Guerra dos Seis Dias, que envolveu Egito, Síria e Jordânia contra Israel, com o primeiro bloco apoiado pela antiga URSS e os judeus com os EUA, teve o controle da água como uma causa importante. Em seus jornais, boletins e palestras, o Movimento Água da Nossa Gente cita isso com freqüência para exemplificar a importância da água no momento atual e alertar sobre riscos geopolíticos que podem afetar os recursos hídricos inclusive do Brasil.

No caso da Faixa de Gaza, uma das poucas vozes que lembrou a importância da água por detrás das ações militares de Israel e do Hamas foi a advogada ambientalista Ana Echevenguá em um artigo publicado originalmente no site Eco e Ação e republicado em vários sites e blogs da internet.

Em seu artigo, Echevenguá situa o caráter histórico dos conflitos no Oriente Médio com um ótimo resumo sobre o que acontece por lá desde que franceses e britânicos definiam fronteiras, com seus mapas sempre atentos às águas da bacia do rio Jordão e aos lençóis de água da região.

Em novembro de 2001, o cientista britânico Raymond Dwek lembrava em artigo publicado no The Guardian e republicado no Jornal do Brasil que “grande parte da atual disputa de terras na Cisjordânia envolve o controle final dos aqüíferos naturais subterrâneos”.

O Brasil também está em conflito atualmente com a Bolívia em razão do projeto de construção de usinas hidrelétricas no rio Madeira, contestado pelo governo boliviano, que alega impactos ambientais



Tanto no caso de disputas locais, que ocorrem em um mesmo país, ou internacionais, a única forma de solucionar os problemas “é a vontade política”, segundo o consultor da ONU.



O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) Vicente Andreu, que também participa do fórum em Marselha, acredita que hoje existe maior preocupação por parte dos governos em buscar soluções para as disputas.

“O problema dos rios transfronteiriços é discutido regularmente nos fóruns internacionais. Aposto na capacidade dos governos de antecipar os potenciais conflitos.”

Durante o fórum, que termina neste sábado, o Brasil defendeu uma governança global para a água e a criação de um conselho de desenvolvimento sustentável onde a água seria um dos temas tratados de maneira específica.

“A água está sempre vinculada a algum outro setor, como meteorologia, agricultura ou energia. Achamos que ela tem de ter uma casa própria para discutir suas questões”, diz Andreu.

Direito universal

ONU diz que 800 milhões de pessas não tem acesso a água potavel.

Na declaração ministerial realizada no fórum em Marselha, aprovada por unanimidade, os ministros e chefes de delegações de 130 países se comprometeram a acelerar a aplicação do direito universal à água potável e ao saneamento básico, reconhecido pela ONU em 2010.

No fórum internacional da água realizado na Turquia em 2009, esse direito universal ainda era contestado por alguns países.

Os números divulgados por ocasião do fórum mundial em Marselha são alarmantes. Segundo estudos de diferentes organizações, 800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável e 2,5 bilhões não têm saneamento básico.

Houve, no entanto alguns progressos: o objetivo de que 88% da população mundial tenha acesso à água potável em 2015, segundo a chamada meta do milênio, já foi alcançado e mesmo superado em 2010, atingindo 89% dos habitantes do planeta.

Mas Gérard Payen alerta que o avanço nos números globais ocultam uma situação ainda preocupante.

“Entre 3 bilhões e 4 bilhões de pessoas não têm acesso à água de maneira perene e elas utilizam todos os dias uma água de qualidade duvidosa. É mais da metade da população mundial”, afirma.

Daniela Fernandes e Movimento Água

Havia escrito no livro A Profecia de Dom Bosco e a Terceira Humanidade, em 2006, que iria recrudescer cada vez mais a luta pelos recursos naturais do planeta. Agora estamos em 2012 e eis que existem informações que o motivo de muitas manobras polícas e guerras muitas vezes pode ser este importante recurso natural que é a água.

Marcelo Lago Bozza

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