ENQUANTO MÃES MATAM SUAS FILHAS E FILHOS..... VERGONHA A ESPÉCIE HUMANA.....................
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sábado, 21 de setembro de 2013
AMOR DE MÃE INCONDICIONAL..... DOS ANIMAIS,QUE CHAMAMOS DE IRRACIONAIS... NÓS SOMOS IRRACIONAIS !!!
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FATIMASSAURO
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
A ingratidão é filha do orgulho.
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Cleia Carvalho
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
PROCURA-SE A VERGONHA NA CARA!
a Dilma Rousseff na tentativa
de desbancar Geraldo Alckmin em 2014
Acordo de coxia – O desembarque de Dilma Rousseff em São Paulo, no dia do 457º aniversário da maior cidade brasileira, onde participou da cerimônia em que o ex-vice-presidente da República José Alencar foi homenageado com a “Medalha 25 de Janeiro”, não foi uma cortesia ao empresário que durante oito anos esteve ao lado de Luiz Inácio da Silva no Palácio do Planalto.
A visita de Dilma Rousseff faz parte de uma estratégia político-eleitoral macabra que tem a prefeitura de São Paulo e o governo paulista como alvos principais. Considerada como uma das mais importantes vitrines políticas do País, com orçamento de fazer inveja a muitos estados brasileiros, a cidade de São Paulo volta a ser cobiçada pelo Partido dos Trabalhadores. E a agora senadora eleita e diplomada Marta Suplicy é candidata natural ao cargo, mesmo que o ministro Aloizio Mercadante, de Ciência e Tecnologia, também almeje o posto.
Como o prefeito Gilberto Kassab (DEM) deixará o comando da Pauliceia Desvairada ao final de 2012 e já está de olho nas eleições de 2014, quando pretende disputar contra o governador tucano Geraldo Alckmin o direito de ocupar o palácio dos Bandeirantes, a presidente Dilma trabalha com antecedência para o partido que no passado ela própria criticou com contundência.
Em seu rasante por São Paulo, a neopetista Dilma Rousseff deu mostras que está disposta a tratar Gilberto Kassab como aliado e aproveitou a oportunidade para criticar o tucanato paulista. Toda essa encenação, que teve lugar na sede da prefeitura paulistana, se deve ao fato de que Gilberto Kassab está de mudança para o PMDB, principal legenda da base de sustentação do governo federal. Por trás dessa manobra está ninguém menos que o ex-deputado federal Michel Temer, presidente nacional licenciado do PMDB e vice-presidente da República.
Em outras palavras, ideologia é mercadoria em extinção no mundo da política, ao mesmo tempo em que pudor e coerência jamais existiram nessa seara que há séculos é um imundo e privado clube de negócios.
http://ucho.info/sem-pudor-politico-kassab-se-alia-a-dilma-rousseff-na-tentativa-de-desbancar-geraldo-alckmin-em-2014
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Marineide Dan Ribeiro
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domingo, 28 de agosto de 2011
O CADERNINHO DE CAPA PRETA DE TITIA!!!
Um dos donatários do Poder, ocupante de amplo e luxuoso imóvel numa das áreas mais nobres de Brasília, registra com letra miúda em um caderno de capa preta dura os relatos que lhe chegam regularmente sobre memoráveis reprimendas aplicadas por Dilma Rousseff em seus auxiliares desde que tomou posse há oito meses como presidente da República.
Não. Não peçam que eu revele o nome do (a) aplicado (a) cronista da Corte. Ele (a) cumpre sua missão com gosto, paciência e de olho na posteridade. Adianto apenas que é partidário (a) de Dilma. E que a ajuda vez por outra. Jamais foi alvo de uma descompostura presidencial. Não teria cabimento. E pronto. Mais não digo.
O “Caderno das Reprimendas de Dilma Rousseff”, inaugurado em fevereiro último, reúne 16 histórias até agora. Acompanha cada uma delas uma espécie de ficha técnica com data, hora, local e personagens.
Três histórias seguem contadas aqui de forma resumida, suprimidos ou trocados alguns dos seus termos menos elegantes.
- Dilma despacha com Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em discussão, a Comissão da Verdade a ser criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985).
Diante de algo que a ministra diz, Dilma perde a paciência:
- Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira.
- Dilma despacha com Ideli Salvatti no dia seguinte à sua nomeação para o ministério das Relações Institucionais. Leitora atenta de jornais, ela sabia o que Ideli dissera na véspera aos jornalistas. E não gostara.
Queixou-se: “Na primeira coletiva que você dá vai logo dizendo bobagem... Imagine nas próximas".
- Dilma despacha com Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores. Quer saber em que pé andam as discussões na ONU sobre países fornecedores de insumos nucleares.
Lá pelas tantas, irritada, interrompe Patriota e o adverte: “Ou você e sua turma dão um jeito nisso ou então demito toda aquela itamarateca".
Sarney foi um presidente de fino trato. Assim como FH. Collor era formal. Contrariado, ficava pálido. Mas não estourava com seus auxiliares.
Lula estourava, sim. Não o constrangia destratar Gilberto Carvalho, seu assessor mais próximo, em meio a uma reunião ministerial. Depois pedia desculpas.
Por ora, não há registro de pedido de desculpas feito por Dilma. Nem mesmo ao ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Outro dia, Peluso telefonou duas vezes para Dilma. Que não lhe deu retorno. Devia estar muito ocupada, suponho. Ou sua assessoria falhou.
O de posar de guardiã do interesse público em oposição a uma classe política que só pretende dilapidá-lo. O governo é bom. O Congresso está repleto de vilões.
De mãos postas, o ex-ministro José Dirceu nega a autoria de uma previsão que circulou em Brasília na semana passada: “Se Dilma continuar assim, correrá o risco de não concluir o mandato”.
Mas a frase que ele não disse está na boca de políticos de partidos que apoiam o governo. Eles só não têm coragem de repeti-la em voz alta.
Estão acuados por uma presidente que não disfarça seu desprezo por eles, que os mantém à distância, que resiste a atender aos seus pedidos por cargos e dinheiro para pequenas obras, e que, por último, parece gostar de se exibir fantasiada de “faxineira ética”.
É verdade que a faxina estancou às portas dos redutos do PMDB...
Os partidos que apoiam o governo não querem briga com Dilma. Querem o que tiveram em todos os governos: fatias do poder, respeito e afagos.
Dispensam beijo na boca.
De resto, 2014 é logo ali. E Lula... Ah, Lula, suspiram os partidos da base aliada! Que falta você faz!
http://www.pvanews.com.br/index.php?pg=noticia&intNotID=42447
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Marineide Dan Ribeiro
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sábado, 27 de agosto de 2011
VEJAM: "UMA LIÇÃO DE VIDA PARA NÓS QUE A NATUREZA PODE DAR" "A UNIÃO"

Veja esse vídeo, de como o "ESPETÁCULO DA NATUREZA" pode ensinar ao ser humano, e cada um pode entender como quiser.
Mas acima de tudo, é um exemplo para cada um de nós.
Que não importa o tamanho do problema, podemos superar. E principalmente, outra lição ainda muito importante para o povo brasileiro, do quanto a união pode significar, para poder sobrepujar o inimigo.
Mostra que acima de tudo, que não importa as circunstâncias, a "UNIÃO" pode fazer a diferença.
ESTE VÍDEO É MUITO IMPORTANTE, POIS MOSTRA A FORÇA DA NATUREZA COM SUA SIMPLICIDADE CONSEGUE ENSINAR A NÓS TÃO RACIONAIS....
"O mundo não poderá tomar um novo caminho se não conseguir uma união íntima da técnica e da moral. "
"Corrupção, a partir de certo nível, exige que todos sejam corruptos. Quem se recusa é alvo de pressões insustentáveis. É um processo de seleção negativo."
(Ladislau Dowbor)
"A corrupção na administração pública agora é organizada, quase partidarizada. Uma barbaridade inaceitável."
(Mário Covas)
(Mário Covas)
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FATIMASSAURO
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video
terça-feira, 2 de agosto de 2011
UM ANALFABETO MANIPULADOR E MEGALOMANÍACO NO PODER "LULA"
LUÍS INÁCIO DA SILVA
| GENERAL MOURÃO FILHO UM PROFETA |
Lutou contra a ditadura, não passa pela cabeça das pessoas porque tantas pessoas desapareceram, foram assassinadas, pelo exército e esse homem não??
Foi milagre?? Não, foi a capacidade de manejar as pessoas, entregava os companheiros para poupar sua vida.
Depois passou a sindicalista, como nunca gostou de trabalhar, era muito mais fascinante.
Os patrões precisavam enxugar a folha de pagamento, o que fazia?? Chamava o Luís Inácio, para que propôs se uma greve, assim teria motivo para demissão de alguns funcionários.
Ele puxava a greve, os idiotas caíam na dele e perdiam seus respectivos empregos, e ele ficava na boa, como sempre e até hoje continua assim.
Cortou o próprio dedo, para ficar sendo sustentado pelo auxílio acidente e assim encostado, vivendo nas costas do Sindicato.
Um homem que nunca foi ligado ao trabalho, sempre se esquivando. Era mais fácil, crescer, ganhar dinheiro, enganando e entregando os amigos.
Durante o movimento grevista, a ideia de fundar um partido representante dos trabalhadores amadureceu-se, e, em 1980, Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, católicos militantes da Teologia da Libertação e artistas para formar o Partido dos Trabalhadores (PT).
O partido dele, assim como seu fundador, explorador, sugou ao máximo o sangue dos militantes da Base, hoje muitos deles não podem nem ouvir o nome desse cidadão "Falso".
Em 1982, Lula participou das eleições para o governo de São Paulo e perdeu. Em 1984, participou, ao lado de Ulisses Guimarães, da campanha Diretas Já, que clamava pela volta de eleições presidenciais diretas no país.
A campanha Diretas Já não teve sucesso e as eleições presidenciais de 1984 foram feitas por um Colégio Eleitoral de forma indireta. Lula e o PT abstiveram-se de participar desta eleição. O processo indicou o governador de Minas Gerais Tancredo Neves, que participou ativamente na campanha das Diretas Já, como novo presidente do Brasil.
Com a morte de Tancredo Neves, antes da sua posse como presidente, assume a presidência o vice José Sarney. Lula e o PT decidem firmar uma posição independente, mas logo se encontram no campo da oposição ao novo governo.
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo com a maior votação para a Câmara Federal até aquele momento, tendo participado da elaboração da Constituição Federal de 1988.
Em 1989, realizou-se a primeira eleição direta para presidente desde o golpe militar de 1964. Lula se candidatou a presidente mas foi derrotado no segundo turno. Fernando Collor de Mello, candidato do PRN, que recebeu apoio de considerável parte da população que se sentia intimidada ante a perspectiva do ex-sindicalista, radical e alinhado às teses de esquerda chegar à presidência, é eleito presidente.
Luís Inácio se candidatou cinco vezes para presidir o país, e na sua quarta tentativa no ano de 2006, o povo o elegeu presidente do Brasil, e já está no seu segundo mandato, entre tantas coisas Lula venceu, pois sua capacidade de manipulação é intrigante.
Ele mente, promete, porém não cumpre, como por exemplo quando pediu apoio para a França, para que nós pudéssemos sediar a Copa de 2014, em troca de adquirir aviões do referido país, pois bem teve o apoio e vencemos para sediar a Copa, e ele não comprou os aviões.
Vamos lembrar,também os inúmeros escândalos, mensalão, cueca etc. Ele sempre dando uma de vítima e apoiando os apaniguados bandidos até o ultimo instante. Conseguiu cumprir seu mandato, fez acordos espúrios em todos os setores, para manter seu cargo. Conseguiu manipular os 3 Poderes, se sente o maior, o poderoso, como as pessoas não se dão conta que este homem é megalomaníaco.
Assim conseguiu ficar até o final de seu conturbado mandato, (segundo) e ainda colocar a sua candidata "Dilma" em seu lugar. Contudo esse homem, não se contentou, continua dando as cartas, indicou todos os bandidos que está no governo e envolvidos em toda espécie de mazelas.
Os Ministérios foram indicação de Lula, Dilma é apenas um fantoche nas mãos dele, obedece porque também possui rabo preso.
Em suma como vêem, "Lula" nunca foi um santo, mas com a vitória para Presidente, se tornou o pior crápula, louco, ambicioso e totalmente egocêntrico.
Mesmo sem estar como presidente continua mandando. As palestras que faz, do que nada sabe, é tudo em decorrência de troca de favores com o governo, oferece benesses às empresas.
Ou seja, oferece o que é do país, para ser chamado para dar Palestras, recebe o dinheiro pelas palestras que não passa de um show de humor sem graça. O pagamento às empresas são com regalias, obras sem licitação, superfaturamento etc.
Este homem é um verdadeiro demônio, que já sabe como manejar o povo pobre e cego e prendeu pelo rabo, com acordos sujos, os grandes.
Mas eu digo, até quando???
Vemos as estradas em completa penúria, matando milhares de pessoas por dia. Tudo agora vindo a tona, as maracutaias dos amigos do LULA.
Ele é muito pior que Alcapone, acredito que o mesmo deveria dar Palestras do que realmente sabe, "LÍDER DE MÁFIA", muito pior que a Siciliana.
O QUE MERECE UM HOMEM, QUE É RESPONSÁVEL DIRETAMENTE POR TANTAS MORTES, NAS ESTRADAS E HOSPITAIS, EM DECORRÊNCIA DOS DESVIOS DE VERBAS??
MERECE PRISÃO COMO ASSASSINO EM SÉRIE.
REFLITAM!!
| MAFIA BRASILEIRA LIDERADA PELO NORDESTINO |
| ALCAPONE E SEUS APANIGUADOS |
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FATIMASSAURO
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
Eliane Brun
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes. Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
Croantinha Dan
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Marineide Dan Ribeiro
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