Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
OS DILEMAS DE UM COLARINHO BRANCO!
O termo White-color crime “crime do colarinho branco” surgiu em 1939 durante um discurso dado por Edwin Sutherland, em sua posse na presidência da American Sociological Association (Sociedade de Sociologia Americana), desde ai foram apresentadas as dificuldades para se investigar e se punir este tipo de crime.
Sutherland, um dos fundadores da criminologia norte americana, ampliou a abrangência de sua disciplina, ajudando a trazer os crimes do colarinho branco para um campo tradicionalmente voltado para os crimes cometidos por pessoas pobres e desprivilegiadas.
Foi o primeiro a dar uma interpretação e sistematização à criminalidade das classes altas e definiu o termo como o crime cometido por uma pessoa de respeitabilidade e elevado estatuto social, status sócio-econômico, no curso de sua ocupação, ocorrendo, quase sempre, uma violação de confiança...
Agora vejamos o que disse Arnaldo Jabor a respeito do Colarinho Branco:
"Doutora, eu procurei a psicanálise porque ando com um estranho sintoma: estou com o que vocês chamam de 'sentimento de culpa'... Tive essa ideia quando vi aquele seriado na TV, Os Sopranos, com o chefão da Máfia de New Jersey chorando para uma psicanalista de lindas pernas. Como a senhora...
Tenho tido pesadelos: sonho que morri assassinado por mim mesmo, que estou preso com traficantes estupradores. Não mereço isso, eu, que sempre assumi minha condição de corrupto ativo e passivo... (sem veadagem... claro).
Não sou um ladrão de galinhas, mas já roubei galinhas do vizinho e até hoje sinto o cheiro das penosas que eu agarrava. Há há há... Mas hoje em dia, doutora, não roubo mais por necessidade; é prazer mesmo. Estou muito bem de vida, tenho sete fazendas reais e sete imaginárias, mando em cidades do Nordeste, tenho tudo, mas confesso que sou viciado na adrenalina que me arde no sangue na hora em que a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, vibro quando vejo os olhos covardes do empresário me pagando a propina, suas mãos trêmulas me passando o tutu, delicio-me quando o juiz me dá ganho de causa, ostentando honestidade e finge não perceber minha piscadela marota na hora da liminar comprada (está entre 30 a 50 mil dólares, hoje), babo ao ver juízes sabujos diante de meu poder de parlamentar e fazendeiro rico.
Postado por
Marineide Dan Ribeiro
às
13:00
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
crônica
Assinar:
Postagens (Atom)
