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"Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galesas.
Elas surgiam convertidas em verdadeiras 'fúrias':
inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes,
se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e
praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas.
Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo."

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sábado, 9 de julho de 2011

Licença para matar


O menino Juan, de apenas 11 anos, foi sepultado, na última quinta-feira, no cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No sepultamento, tinha mais polícia do que familiares e amigos, parte por causa do pai, mãe e irmão da criança, colocados sob proteção do Estado.

Juan desapareceu quando "atravessou" um tiroteio entre policiais e bandidos ao voltar para casa numa favela. Um irmão maior foi ferido pelos tiros. Duas semanas depois, o corpo de Juan foi encontrado, mas foi identificado pela polícia como sendo do sexo feminino.

Só na quarta-feira a confusão foi desfeita, depois de dois exames de DNA. Os policiais envolvidos no tiroteio foram afastados. Também foi pedida a quebra de seu sigilo telefônico. E o delegado que começou a investigar o caso também foi afastado.

O caso de Juan se parece muito com o ocorrido, no início deste ano, no Aglomerado da Serra, quando tio e sobrinho foram mortos a tiros por uma equipe do Rotam. Os mortos não tinham antecedentes criminais, mas os policiais disseram que foram atacados.

Também no Rio, os policiais "plantaram" provas contra as vítimas, recuando depois nos depoimentos. Dois deles já haviam estado envolvidos em situações em que o suspeito é morto pela polícia. Um esteve envolvido em 18 autos de resistência e outro, 13 vezes.

Está suficientemente claro que, apesar de o secretário de Segurança admitir que a polícia errou no caso, o episódio ilustra, mais uma vez, a política do governo estadual no trato da criminalidade. Para ela, todo mundo, sobretudo os moradores de favelas, é bandido.

Como o agente OO7, os policiais do Rio têm licença para matar. Nos inquéritos, vale a sua versão de que os mortos entraram em confronto com a polícia. Só de vez em quando, alguém escapa da morte e os contradiz. Até maio, foram 242 assassinatos nessas condições.

E o governo brasileiro diz que tem uma secretaria de direitos humanos, com nível de ministério.

Ana Paula Paiva - @onlinefulltime

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